
A Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa, unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), reforça a importância dos cuidados com a pele, da prevenção do câncer de pele e da detecção precoce da doença, alertando a população sobre hábitos simples que podem reduzir significativamente os riscos.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão do Ministério da Saúde, o câncer de pele é o tipo de tumor maligno mais comum no Brasil, correspondendo a cerca de 30% de todos os casos de câncer diagnosticados no País.
Ainda segundo o Inca, quando identificado precocemente, esse tipo de câncer apresenta taxas de cura superiores a 90%, o que evidencia a relevância da informação e da busca por atendimento médico diante de qualquer alteração na pele.
Segundo a coordenadora de enfermagem, Alessandra Gomes, a prevenção começa com atitudes diárias. “O cuidado com a pele deve fazer parte da rotina de toda a população. O uso diário do protetor solar, a reaplicação ao longo do dia, a utilização de roupas adequadas, chapéus e óculos escuros, além de evitar a exposição ao sol nos horários de maior intensidade, são medidas simples, mas extremamente eficazes na prevenção do câncer de pele”, destaca a coordenadora.
Cuidados diários
O cuidado com a pele deve integrar a rotina diária da população. O uso do protetor solar é fundamental e deve ocorrer todos os dias, inclusive em períodos nublados, com fator de proteção solar (FPS) mínimo de 30, sendo necessária a reaplicação ao longo do dia, especialmente após sudorese excessiva. Sempre que possível, recomenda-se evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período de maior incidência de radiação ultravioleta.
A utilização de chapéus, bonés, óculos escuros e roupas que protejam braços, pernas e o rosto contribui significativamente para a proteção contra os raios solares. Manter a pele limpa e hidratada, com produtos adequados ao tipo de pele, também auxilia na manutenção da saúde cutânea. Além disso, é importante realizar a autoavaliação regularmente, observando o surgimento de manchas, pintas ou lesões que apresentem mudanças de cor, tamanho ou formato, que coçam, sangram ou não cicatrizam.
A profissional também ressalta a importância da observação do próprio corpo. “É fundamental que as pessoas estejam atentas a sinais como manchas que não cicatrizam, lesões que sangram, pintas que mudam de tamanho, cor ou formato e surgimento de novas lesões. Ao perceber qualquer alteração, é essencial procurar uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, encaminhamento para acompanhamento especializado”, orienta Alessandra.
A orientação é evitar o uso de câmaras de bronzeamento artificial, prática associada ao aumento do risco de câncer de pele. Diante de qualquer alteração percebida, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação profissional, garantindo diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e maior chance de tratamento eficaz.
Braz Silva (texto e fot)/Imed