Renato Casagrande visita Conass e fala dos desafios da pandemia

O Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e comitiva de secretários do estado, visitaram a sede do Conass em Brasília nesta quarta-feira (25). Eles conheceram as ações de apoio técnico e articulação tripartite do Conselho e, na ocasião, Casagrande concedeu entrevista ao Conass

Gilson Batista, secretário do Governo,
Nésio Fernandes, secretário de Saúde, Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, e Jurandi Frutuoso, secretário executivo do Conass

Conass: Em sua visão, como tem sido a gestão da pandemia até esse momento?

Casagrande: Tem sido de altos e baixos, em muitos momentos, pela ausência de uma coordenação nacional, o que trouxe dificuldades na compra de vacinas, no financiamento adequado. No entanto, os momentos de dificuldade foram de alguma maneira compensados pela articulação dos estados e dos municípios na relação com o Ministério da Saúde que, apesar de tantas mudanças, tem uma base técnica que nos possibilitou avançar. O SUS tem mostrado seu valor, enfrentando o maior desafio de sua história. Nesse contexto conturbado, a gestão estadual tem mostrado protagonismo tanto na esfera política quanto técnica, com atuação dos secretários estaduais e municipais e suas equipes, fazendo a máquina funcionar efetivamente e compensando em parte a ausência de uma coordenação nacional. O SUS mais uma vez mostrou sua força e capacidade de chegar à base da sociedade brasileira, levando, além de suas ações, orientação, apoio técnico e vacinas.

Conass: Qual a importância do Conass no apoio técnico às Secretarias Estaduais de Saúde na pandemia?

Casagrande: O SUS é uma dinâmica onde uma estrutura compensa a outra. Quero parabenizar o Conass, o presidente Carlos Lula, o secretário executivo Jurandi Frutuoso, nosso secretário do Espírito Santo, Nésio Fernandes, por esse acompanhamento diário. O Conass se manteve firme no diálogo com o Ministério da Saúde, acompanhando todas as ações, cobrando e orientando, debatendo o financiamento, sempre cumprindo papel importante desde a sua criação e, neste momento, cumprindo papel ainda mais relevante, compensando, junto ao Conasems, a ausência de liderança nacional.

Conass: Em relação à pandemia, o que esperar pela frente, tanto do ponto de vista da força de trabalho da saúde, quanto da população?

Casagrande: O SUS está preparado para ampliar a vacinação e quanto mais vacina melhor. No Espírito Santo, em um único dia, vacinamos mais de 150 mil jovens, numa parceria do estado com o ministério e os municípios. Nossa tarefa é imunizar a população nos próximos anos e o Conass já está orientando o reforço dos grupos de risco, além de diversas outras medidas com vistas e ampliar e fortalecer a imunização da população brasileira, nos dando garantia e segurança nesse trabalho. Esperamos que a gestão da pandemia consiga deixar um legado brasileiro na saúde pública e que a ampliação do sistema de saúde permaneça para apoiar o atendimento do SUS à toda sociedade.

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