Saúde traça plano para diminuir mortes causadas por acidentes de trânsito em MS

Com apoio do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), estratégias estão sendo inseridas no Plano Estadual de Saúde

A taxa de mortalidade por acidentes de trânsito em Mato Grosso do Sul está acima da média nacional. No país, para cada 100 mil habitantes, ocorreram 16,3 óbitos em 2017, enquanto em MS o índice foi de 20,7/100 mil. Visando melhorar esses indicadores, o secretário estadual de Saúde Geraldo Resende assinou, na quarta-feira (04), adesão ao Projeto de Enfrentamento da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito, do Conass (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde).

O projeto consiste na elaboração de estratégias e ações a serem adotadas pelo Estado e pelos municípios, no âmbito dos órgãos e instituições ligados à saúde, educação, segurança pública, trânsito e outros. “Preocupado com os números de nosso Estado no quesito acidentes de trânsito, o governador Reinaldo Azambuja nos autorizou a buscar políticas públicas para enfrentamento a essa questão”, explicou o secretário Geraldo Resende.

Para formatar o projeto em Mato Grosso do Sul, técnicos de diversos setores da Secretaria de Estado de Saúde (SES) estiveram reunidos em Campo Grande durante toda a última quarta-feira com a representante do Conass Mércia Gomes. Foram indicados como responsáveis pelo encaminhamento dos trabalhos, pela SES, os assessores Lilian Furuta e Thiago Mishima.

Os primeiros passos das discussões consistiram na elaboração de estratégias de atuação e um cronograma de ações, inclusive visando à interação com outros órgãos governamentais, como o Detran, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Secretaria de Estado de Educação, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência) entre outros.

Acidentes e SUS

O Brasil está entre os 10 países que apresentam os mais elevados números de óbitos por acidentes de trânsito, responsáveis também por sequelas físicas e psicológicas, principalmente entre a população jovem e em idade produtiva. Por outro lado, os Acidentes de Trânsito Terrestres (ATT) no Brasil são a segunda causa de mortalidade, entre as causas externas (violências e acidentes). As principais vítimas são jovens e adultos de 15 a 39 anos de idade.

As estimativas são de que, em 2013, ocorreram mais de 45 mil óbitos e mais de 220 mil internações por ATT, onerando o Sistema Único de Saúde em R$ 303,5 milhões, segundo o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).

Tendo em vista esses números, em agosto de 2016, os gestores estaduais de saúde decidiram aprofundar a discussão e avaliar seus impactos sobre o sistema e os serviços de saúde. Para contribuir para esse enfrentamento, elaboraram um documento-proposta encaminhado à Presidência da República. Em abril de 2017, o Conass realizou o Seminário Internacional Sobre Segurança no Trânsito, que marcou a discussão e evidenciou que essa pauta deve ser intensificada nos estados.

O Projeto de Enfrentamento da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito é um dos resultados dessas discussões, e já conta com a adesão de grande parte dos Estados brasileiros.

Por Ricardo Minella

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