Vacinação contra a COVID-19

Reunimos neste ambiente, algumas dúvidas em relação à vacina contra a Covid-19. Esta página está em constante atualização sempre com o objetivo de trazer informações precisas sobre a importância de se vacinar.

SEGURANÇA E EFICÁCIA DAS VACINAS

Sim. Todas as vacinas que são licenciadas são rigorosamente testadas. Tanto o registro ou mesmo a autorização emergencial só são realizados à partir de estudos que comprovem a segurança e a eficácia das vacinas. Mesmo após seu registro, há um monitoramento rigoroso de eventuais eventos adversos, tanto em estudos científicos como pelas equipes de vigilância epidemiológica e sanitária.

As vacinas atuam na prevenção, induzindo a criação de anticorpos por parte do sistema imunológico. Reduzem a possibilidade de infecção, porém caso a infecção ocorra, a vacina evitará sua evolução para quadros mais graves e principalmente a morte. É importante saber que há uma demora de alguns dias para esta resposta do organismo. Assim, nos primeiros dias após a vacinação, pode ocorrer tanto a manifestação de uma infecção que pode ter ocorrido alguns dias antes, como também é possível se infectar e transmitir a doença antes que comece a produção de anticorpos. Por isso é fundamental manter as medidas de prevenção e higiene.  No caso da vacina contra a Covid-19, é importante saber que para ser imunizado é necessário tomar as duas doses da vacina.  A segunda dose deve ser aplicada num intervalo de 14 a 28 dias em relação à primeira dose, no caso da Coronavac (Sinovac/Butantan) e de 90 dias no caso da Covishield (Astra Zeneca / Fiocruz).

As vacinas disponíveis atualmente no Brasil  oferecem alta proteção para evitar casos graves e óbitos. Nos estudos realizados, a vacina CoronaVac,  produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan,  a eficácia global (proteção contra qualquer forma da doença) foi de 50,38%, com duas doses da vacina. Porém, evitou que 78 a cada 100 pessoas  tivessem sintomas da doença que levassem à necessidade de procurar algum atendimento médico, ambulatorial ou hospitalar. No caso da vacina Covishield, desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca/Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz, a proteção global foi de  73,43% após duas doses da vacina.

Todas as vacinas licenciadas são testadas de forma rigorosa. O registro e a autorização emergencial somente são realizados depois de concluídos estudos que comprovem a segurança e eficácia das vacinas. Além disso, mesmo depois do registro, é feito o monitoramento para acompanhar eventuais efeitos adversos. Já são milhares de doses aplicadas. O que se observa é que as vacinas são muito seguras. Apesar de pouco comuns, podem ser observados eventualmente sintomas como dor de cabeça, dor muscular, febre baixa, dor ou vermelhidão no local da aplicação.

Até o momento a Anvisa autorizou o uso emergencial de quatro vacinas: a CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, vacina Covishield, produzida pela farmacêutica  Serum Institute of India, em parceria com a AstraZeneca/Universidade de Oxford/Fiocruz e a vacina da Pfizer/BioNTech, a vacina Janssen/Johnson & Johnson.

O Brasil também já está autorizado a receber vacinas do consórcio Covax Facility. A aliança global Covax é coliderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Coalizão para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemias (CEPI) e pela Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi), em parceira com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

REINFECÇÃO

Sim, a ocorrência de reinfecção está comprovada e a primeira infecção pode ter ocorrido em qualquer momento desde o início da pandemia, não se limitando ao início dela.

Sim, isso é possível visto que a vacina em muitos casos não impede que a pessoa se contamine com o vírus. As vacinas têm se mostrado eficazes para diminuir os casos que necessitam hospitalização dentre eles os casos graves e óbitos. Isso também pode ocorrer pela contaminação ter ocorrido alguns dias antes da vacina ou logo nos primeiros dias após a aplicação da vacina, antes de desenvolver a proteção. Por isso é importante continuar com as medidas de proteção não farmacológicas como o uso de máscara, higienização pessoal e distanciamento social para evitar a circulação do vírus.

TRANSMISSÃO / VACINAÇÃO

Se a pessoa não tem mais sintomas e a doença ocorreu há bastante tempo, deve tomar a vacina, pois existe risco de reinfecção. Se a pessoa estiver doente, com algum sintoma, tanto de quadro gripal, como mais grave, a vacinação deve ser adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas, ou do último teste (RT-PCR) com resultado positivo, mas ela deve ser vacinada em seguida. Isso não se deve a algum risco em relação à vacina, mas para se evitar atribuir à vacina as manifestações da própria doença.

A organização da vacinação será definida por cada um dos municípios, desta forma é importante ficar atento às informações disponibilizadas na sua cidade  com a relação dos postos de vacinação e o público que será vacinado.

 

GRÁVIDAS

Está suspensa a vacinação de grávidas e puérperas  SEM COMORBIDADES com qualquer vacina contra covid-19. No entanto, aquelas que têm algum problema de saúde devem ser imunizadas com doses da Coronavac ou Pfizer. Está suspensa temporariamente a vacinação das gestantes e puérperas com a vacina Astrazeneca/Fiocruz.

  • No desenvolvimento da vacina, foram feitos testes para grávidas?

Grávidas não foram testadas no desenvolvimento das vacinas pois, normalmente, são testadas em etapas posteriores, quando outros grupos já tiveram sua segurança e eficácia comprovados.

Ainda que a segurança e eficácia das vacinas COVID-19 não tenham sido avaliadas neste grupo, ressalta-se que as vacinas de plataformas de vírus inativado já são utilizadas por esse grupo de mulheres no Calendário Nacional de Vacinação, e um levantamento de evidências sobre recomendações nacionais e internacionais de vacinação com vacinas COVID-19 de gestantes, puérperas e lactantes em sua maioria defende a vacinação das mulheres nessas condições, se pertencentes a algum grupo prioritário. Considerando ainda o momento pandêmico atual no Brasil com elevada circulação do SARS-CoV-2, o Programa Nacional de Imunizações, diante das avaliações do risco X benefício, subsidiado pelas discussões na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis e Câmara Técnica Assessora em ações integradas a Assistência à Gestante e Puérpera no contexto do coronavírus (covid-19), decidiu por recomendar a vacinação contra a covid-19 de todas as gestantes e puérperas.

CRIANÇAS

(Fonte: Ministério da Saúde)

  • A vacinação de crianças contra a Covid-19 é obrigatória?
    Não. A inclusão das crianças no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) ocorreu após amplo debate com a sociedade civil, especialistas, representantes de sociedades científicas e das mais diversas entidades públicas. As discussões chegaram ao consenso de que a vacinação não deveria ser compulsória. A recomendação está na Nota Técnica nº 2/2022, elaborada pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid).
  • Preciso de prescrição médica para vacinar meu filho contra a doença?
    Não é necessário apresentar prescrição ou receita médica no ato da vacinação. O Ministério da Saúde aconselha que, em caso de dúvidas, os pais ou responsáveis consultem um médico para orientá-los sobre a imunização dos pequenos.
  • As crianças podem ser vacinadas sem a presença dos pais ou responsáveis?
    Sim, desde que seja apresentado um termo de autorização dos pais ou responsáveis por escrito. No caso da presença dos responsáveis no ato da imunização, é dispensada a autorização.
  • Quais são as vacinas aprovadas para esse público? Elas são seguras?
    Há dois imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a vacinação do público infantil: a vacina da Pfizer, que já tem registro definitivo na agência reguladora e pode ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos; e a vacina Coronavac, aprovada para uso emergencial, destinada a crianças acima de 6 anos, com a orientação de que não seja aplicada em imunocomprometidos. O Ministério da Saúde ressalta que todas as vacinas adotadas no PNO são seguras e eficazes contra a Covid-19.
  • Quantas doses a criança precisa para estar completamente vacinada?
    Assim como ocorre em adultos, o esquema vacinal de crianças e adolescentes é composto por duas doses. A decisão foi tomada com base em evidências científicas. A Anvisa concluiu que as vacinas Pfizer-BioNTech e Coronavac, quando administradas no esquema de duas doses, são seguras e eficazes na prevenção da doença.
  • Como deve ser feita a vacinação de crianças?
    Segundo a recomendação da Anvisa, as crianças devem ser vacinadas em ambiente exclusivo, diferente do que é usado para a vacinação do público acima de 12 anos e também diferente do ambiente que é usado para aplicar outras vacinas, ainda que pediátricas. As crianças precisam ser recebidas em um ambiente acolhedor e seguro. Vale lembrar que as crianças precisam permaneçam no local por 20 minutos após a vacinação para que sejam observados possíveis efeitos adversos. A orientação é que seja evitada a vacinação desse público na modalidade drive-thru. Nas aldeias indígenas, a vacinação dos pequenos é feita nos dias em que os adultos não são vacinados.
  • A vacina para crianças é a mesma aplicada em adultos? Qual a diferença?
    A vacina Coronavac aplicada em crianças é a mesma aplicada em adultos. Já o imunizante da Pfizer tem características que diferenciam um tipo do outro. O Ministério da Saúde já explicou as diferenças entre o imunizante pediátrico do adulto. Entre as principais diferenças estão a cor do frasco e a dosagem administrada. Enquanto o frasco do imunizante da Pfizer aplicado em adultos tem tampa de cor roxa, a ampola da vacina infantil é laranja. Além disso, a dose aplicada na população acima de 12 anos é composta de 30 microgramas, enquanto a dose pediátrica contém 10 microgramas do imunizante.
  • Meu filho tomou a primeira dose. Quanto tempo depois ele precisa tomar a segunda?
    Crianças que tomaram a vacina da Pfizer devem retornar ao posto de vacinação para receber a segunda dose oito semanas (cerca de dois meses) depois de tomar a primeira. Já para crianças que receberam o imunizante Coronavac, o intervalo entre uma dose e outra é de 28 dias.
  • Vai ser preciso aplicar uma dose de reforço nas crianças?
    Não há estudos científicos que apontem a necessidade de uma dose de reforço no público infantil. Dessa forma, o PNO orienta que sejam aplicadas as duas doses na faixa etária de 5 a 11 anos.
  • Minha filha vai completar 5 anos em 2022. Ela já pode tomar a vacina contra a Covid-19?
    Crianças com cinco anos completos podem se vacinar. Não há vacinas aprovadas pela Anvisa para o público menor que cinco anos no Brasil.
  • Meu filho tomou vacina recentemente contra outra doença. Pode tomar junto com a vacina contra a Covid-19?
    A Anvisa não recomenda a aplicação de diferentes vacinas de forma concomitante, ou seja, ao mesmo tempo em que se aplicam as vacinas do calendário de vacinação infantil. A orientação é que os pais ou responsáveis aguardem 15 dias para retornar ao posto.
  • Quero vacinar meu filho contra a Covid-19. Onde encontro a vacina? Paga alguma coisa? Precisa levar algum documento?
    As vacinas são gratuitas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e nos postos de vacinação espalhados por todo o Brasil. Acompanhe o calendário da sua cidade para saber horários de funcionamento e o ponto mais próximo da sua casa. Para a imunização, basta apresentar um documento de identificação e a Caderneta de Vacina da Criança. Na ausência dos pais ou responsáveis, é necessária a autorização por escrito.
  • Vai ter vacina suficiente para todas as crianças?
    O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, adquiriu o quantitativo suficiente de vacinas para imunizar as mais de 20,4 milhões de crianças brasileiras. Pais e responsáveis que queiram vacinar seus filhos podem ficar tranquilos de que não faltará vacina.

 

DOSE DE REFORÇO

  • Todos podem tomar a dose de reforço?

A dose de reforço poderá ser aplicada em qualquer pessoa maior de 18 anos que tenha recebido as duas doses da vacina contra a Covid-19.

  • Quando devo tomar a dose de reforço?

É preciso respeitar o prazo mínimo dos quatro meses após a segunda aplicação das vacinas Pfizer, Coronavac ou AstraZeneca. Para as pessoas que tomara a vacina de dose única da Janssen a recomendação é respeitar um intervalo de dois meses.

  • Qual vacina é aplicada na dose de reforço?

A recomendação é que, para a dose de reforço, seja utilizada a vacina da Pfizer. Já para as pessoas que tomaram a dose única da Janssen, a orientação é que seja aplicada a dose adicional do mesmo imunizante.

 

VACINA GRIPE X VACINA COVID-19

Sim. O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19 prevê um intervalo mínimo de 14 dias entre a vacina contra Covid-19 e qualquer outra vacina. Isso se aplica também à vacina contra gripe.

As duas vacinas são importantes, por isso é indicado que se tome as duas. O Ministério da Saúde orienta que a prioridade deve ser para a vacina contra a Covid-19. Lembre-se que é necessário respeitar um intervalo de no mínimo 14 dias entre uma vacina e outra.

VACINA BUTANTAN / VACINA FIOCRUZ

A Covishield, desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca/Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz, é uma vacina que utiliza o que chamamos de vetor viral. Para desenvolvê-la, uma proteína do SARS-CoV-2  é inserida num adenovírus. Uma vez alterado, esse adenovírus é usado para preparar a vacina. O organismo da pessoa que recebe a vacina “aprende” a reconhecer o vírus e a desenvolver formas de defesa. Se for infectado, o corpo saberá reconhecer o invasor e combatê-lo a tempo.

A Coronavac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, é uma vacina que contém o vírus SARS-CoV-2 inativado (os próprios vírus que causam a COVID-19, mortos).

Outra diferença é que o prazo entre a primeira e a segunda dose.  No caso da Coronavac, o intervalo é de 2 a 4 semanas. No caso da Covishield, é preciso aguardar 12 semanas  entre uma dose e outra.

SEGUNDA DOSE

É fundamental que o esquema de vacinação seja realizado com a mesma vacina, isto é, se a primeira dose foi feita com a Coronavac, a segunda também deve ser feita com esta vacina.  O mesmo ocorre com a Covishield ou qualquer outra vacina contra  Covid-19.

É importante completar o esquema vacinal. Se por algum motivo o prazo para receber a segunda dose foi perdido, procure vacinar-se o mais rapidamente possível.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

Sim, principalmente porque neste primeiro momento apenas uma parcela da população será imunizada e a vacina leva alguns dias para fazer efeito. Além disso, essas medidas auxiliam na prevenção de várias outras doenças.

PNI

O PNI existe desde 1973. Foi criado com o objetivo de coordenar as ações de imunizações que, à época, eram caracterizadas pela descontinuidade, pelo caráter episódico e pela reduzida área de cobertura. O PNI disponibiliza, por ano, mais de 300 milhões de doses de vacinas para os estados e municípios visando à imunização de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Foi por meio deste programa que o Brasil conseguiu erradicar doenças como a poliomielite, a varíola e a rubéola.

Sim. Todas as vacinas disponíveis no âmbito do SUS são gratuitas. Hoje, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente 19 vacinas para mais de 20 doenças.

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