Vírus Nipah não é uma ameaça ao Brasil, diz gestora do Ministério da Saúde


“Não há motivo para alarde em relação ao vírus Nipah no Brasil”, disse a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite, realizada na última quinta-feira, 29 de janeiro.

Em contato próximo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com autoridades indianas, Mariângela disse que, diferentemente do que tem sido noticiado, não há casos da doença em Dubai e, na Índia, apenas duas ocorrências foram confirmadas. “Mais de cem contatos dessas pessoas infectadas foram identificados e testados negativamente”, declarou.

A secretária esclareceu ainda que a própria OMS emitiu um informe sobre o baixo risco do avanço da doença. O vírus Nipah tem transmissão zoonótica a partir de um morcego que não existe no Brasil. “Não quer dizer que ele não possa se adaptar, pois nós mesmos já vimos isso acontecer, mas o fato é que não há motivo para alarme”, tranquilizou, Mariângela.

No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS).

Sobre o vírus

O vírus Nipah não é novo. Ele foi identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, e desde então os surtos ocorreram exclusivamente em países do Sudeste Asiático, que dispõem de protocolos de emergência para rápida detecção e controle, com acompanhamento da OMS. A infecção pode ocorrer por ingestão de alimentos contaminados ou, mais raramente, por contato direto entre pessoas ou com superfícies contaminadas.

 

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Ascom Conass, com informações do Ministério da Saúde