Casos de dengue crescem no país

Mesmo com a melhoria das ações do combate a dengue e a redução de 44% dos casos graves e 20% das mortes pela doença nas primeiras sete semanas de 2013, em comparação com o mesmo período do ano passado, o Brasil este ano, registrou quase o triplo do número de casos de dengue.

Segundo o balanço feito pelo Ministério da Saúde e divulgado hoje (25), até 16 de fevereiro, 204,7 mil casos foram identificados, contra 70,5 mil casos registrados no mesmo período de 2012. Segundo o estudo, oito estados – Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Espírito Santo – concentram 173.072 notificações, que equivalem a 84,6% do total.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, as causas que explicam o aumento no número de casos é a chega do DENV-4, um dos quatro sorotipos que circula no Brasil, em lugares que não havia uma forte circulação, e por isso, a população ficou vulnerável aos mosquitos. “Temos que redobrar a atenção, tanto nas ações de prevenção como também de atendimento às pessoas que adquirem a doença”, ressaltou.

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, fez um alerta para os novos gestores dos estados e municípios, ressaltando a necessidade de dar continuidade as ações contra o período epidêmico que vai até o final de maio de 2013. “A situação destes oito estados deve servir de alerta aos demais para que não interrompam as ações de combate à doença. Vale ressaltar que o país está, apenas, começando o período de chuvas, que é o de maior transmissão, ou seja, a luta contra a dengue está no início”, afirmou o ministro.

Para melhorar as ações o Ministério aumentou os custos em 29% em relação ao de 2011. Foram um $ 1,34 bilhão no ano passado e R$ 1,73 bilhão neste para custear as ações de vigilâncias dos estados e municípios neste ano.

O ministro ressaltou também as ações do Ministério em parceria com estados e municípios como a revisão e atualização dos planos de contingência e a manutenção de estoque estratégico de inseticidas e kits diagnóstico para atendimento rápido às demandas durante o maior período de incidência da doença.

Luiza Tiné com informações do Ministério da Saúde.

Foto: Erasmo Salomão – Ascom / MS

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