“E agora, Brasil?” – Evento discute o futuro do sistema de saúde brasileiro a fim de contribuir com o período pré-eleitoral

O jornal Folha de S. Paulo e o Banco Mundial promoveram hoje (21) um debate a fim de discutir as principais questões relacionadas ao sistema de saúde brasileiro no intuito de demonstrar os desafios da saúde em período pré-eleitoral. Edson Araujo, apresentou relatório do Banco Mundial e, em seguida, ocorreu o debate, conduzido pela jornalista da Folha, Claudia Collucci.

Além dos gestores, presidentes do Conass e Conasems, Leonardo Vilela e Mauro Junqueira; e do secretário executivo adjunto do Ministério da Saúde, Jocelino Francisco de Menezes, também participaram do encontro a pesquisadora Monica Viegas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Renato Tasca.

O presidente do Conass, Leonardo Vilela, destacou questão relacionadas ao financiamento na saúde, reforçando que atualmente a União financia 42%, enquanto estados e municípios 58%. “Isso leva à exaustão financeira destes entes, além de se configurar uma distorção do Pacto Federativo, que precisa ser corrigido”, disse. E enfatizou que a redução do percentual do PIB destinado à saúde pública no Brasil ocorre apesar das pesquisas de opinião demonstrarem que a saúde está entre as 3 prioridades e preocupações da sociedade brasileira.

O secretário de saúde de Goiás também abordou questões como a de hospitais de pequeno porte, muitos deles “ineficientes e caros”, e da qualificação dos profissionais, argumentando que o aumento da cobertura da Atenção Primária à Saúde (APS) sobrecarrega todo o sistema e reiterando que a APS deve ser resolutiva, na qual os pacientes tenham seus problemas de fato resolvidos e que não fiquem soltos nas várias instâncias do SUS.

Em relação à forma de pagamento ao SUS, Vilela enfatizou que ela precisa ser encarada de frente pois, como está, estimula o aumento de gastos e a ineficiência, além da prescrição de exames invasivos e muitas vezes com efeitos maléficos aos pacientes. E concluiu que só com a implantação das Redes de Atenção à Saúde e da regionalização será possível resolver questões de escala e melhorar a eficiência, assim como a integração da APS com a Média e Alta Complexidade, como já está sendo feito pelo Conass em diversos estados e municípios, por meio da Planificação da Atenção à Saúde.

*A cobertura completa do evento será disponibilizada em breve na Revista Consensus.

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