Fiocruz e Servier anunciam prêmio para pesquisa sobre zika

zikaA submissão para o prêmio de pesquisas em neuro-inflamação e distúrbios do neurodesenvolvimento está aberta desta sexta-feira (18/11) a 10/3/2017
Está aberta, a partir desta sexta-feira (18/11), a chamada para o Prêmio Internacional Fiocruz/Servier, resultado de parceria entre a Fundação e o grupo farmacêutico francês independente. A premiação vai contemplar pesquisadores que desenvolvam linhas de estudo na área de neurociências no Brasil pelos próximos três anos, particularmente, no campo do tratamento de doenças neurológicas e neuro-inflamatórias. Poderão se candidatar pessoas físicas que sejam pesquisadores, cientistas ou médicos reconhecidos internacionalmente. Confira o edital do Prêmio.
“Queremos firmar parcerias que tenham amplitude: não tratem só do processo de pesquisa, inovação e produção, mas também identifiquem os campos onde, do ponto de vista da demanda brasileira, essa atuação se faz mais necessária“, ressaltou o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.
O vencedor vai receber 120 mil euros no total: 20 mil euros no primeiro ano e 100 mil euros nos dois anos seguintes. Nesta primeira edição, haverá também uma bonificação de 30 mil euros a pesquisa voltada para as consequências do vírus da zika sobre o sistema nervoso central.
“Somos uma fundação e temos em nosso DNA a vocação de salvar vidas. Fazer com que os nossos pacientes vivam mais e melhor.  Por isso, vamos continuar a investir no Brasil e contribuir para o avanço de pesquisas”, confirma o presidente da Servier do Brasil, Christophe Sabathier.
Os candidatos interessados deverão enviar dossiê dos trabalhos ao Comitê Científico pelo e-mail premioservier.fiocruz@fiocruz.br. A submissão para o prêmio de pesquisas em neuro-inflamação e distúrbios do neurodesenvolvimento está aberta desta sexta-feira (18/11) a 10/3/2017. Já o prazo para se candidatar à premiação especial de reconhecimento de pesquisadores se encerra mais cedo, em 20/12/2016.
Sobre a Fiocruz
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é a maior instituição de pesquisa biomédica da América Latina, que também produz vacinas e medicamentos para abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Vinculada ao Ministério da Saúde, foi criada em 25 de maio de 1900 para fabricar inicialmente soros e vacinas contra a peste bubônica. Desde então, a instituição experimentou uma intensa trajetória, que se confunde com o desenvolvimento da saúde pública no Brasil.
Atualmente, a  Fiocruz está instalada em 10 estados e conta com um escritório em Maputo, capital de Moçambique, na África. Além dos institutos sediados no Rio de Janeiro, mantém unidades nas regiões Nordeste, Norte, Sudeste e Sul do Brasil, e escritórios no Ceará, Mato Grosso do Sul, Piauí e Rondônia. Ao todo, são 16 unidades técnico-científicas, voltadas para ensino, pesquisa, inovação, assistência, desenvolvimento tecnológico e extensão no âmbito da saúde.
Sobre o Grupo Servier
Entre os 30 principais grupos farmacêuticos do mundo, a Servier faturou 3,9 bilhões de euros no mundo em 2015 e tem um modelo de negócio único: é uma fundação privada sem fins lucrativos, 100% dedicada para a pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores em cinco áreas terapêuticas, Cardiologia, Oncologia, Diabetes, Doenças Neuro-inflamatórias e Doenças Neurodegenerativas. com 100% do lucro reinvestido a cada ano. Não há distribuição de dividendos A estrutura foi pensada pelo fundador Dr. Jacques Servier para garantir sustentabilidade e independência do mercado financeiro. Nos próximos cinco anos, o laboratório planeja lançar no Brasil 15 novos medicamentos para tratar pacientes que sofrem com diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, a segunda maior causa de morte no país. A fábrica em Jacarepaguá produz 500 milhões de comprimidos por ano e o centro de pesquisa já realizou mais de 30  ensaios clínicos no país no desenvolvimento de 15 novas moléculas.

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