Rio de Janeiro – Nos 50 anos do 1º transplante do país, PET faz 4 anos com aumento de 124% nos procedimentos no RJ

Além da criação do PET, estado ganhou dois centros transplantadores e dois bancos de olhos

Há 50 anos, um jovem de 19 anos recebia um novo rim no Rio de Janeiro. O procedimento entrou para a história da medicina no país como o primeiro transplante realizado em território nacional e levou o Brasil a uma posição de destaque no cenário mundial. Hoje, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), entre 30 países, o país está em 2º lugar no número absoluto de transplantes renais. No Rio de Janeiro, as conquistas também vêm crescendo. Completando quatro anos este mês, o Programa Estadual de Transplantes é responsável por aumentar ano a ano o número de captações de órgãos e transplantes em todo o estado. Em 2013 foram feitos 587 transplantes – um aumento de 124% em relação a 2010, quando foi criado. Só até março deste anos já foram 154 procedimentos.

Paralelamente, a Secretaria de Estado de Saúde criou parcerias para a criação de dois bancos de olhos no estado, e abriu o Centro Estadual de Transplantes e o Hospital Estadual da Criança, responsável por transplantes infantis, além de habilitar o Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu para transplantes de tecido músculo esquelético.

– Essa data é muito importante para o Rio de Janeiro, pois mostra a sua recuperação em relação aos transplantes, tendo em vista o pioneirismo do estado há 50 anos. Com a criação do PET, voltamos a caminhar nessa direção. Temos feito um trabalho incansável para conquistar novos doadores de órgãos. Para aqueles que possuem doença renal crônica avançada, o transplante é uma opção de tratamento, que oferece melhor qualidade de vida e menor risco cardiovascular ao paciente, em relação a diálise. – afirma Rodrigo Sarlo, coordenador do Programa Estadual de Transplantes.

‘Minha vida mudou’ – Primeiro paciente transplantado no Centro Estadual de Transplante, no Hospital São Francisco de Assis, o auxiliar administrativo Leandro Carqueja, de 32 anos, sonhava com uma vida nova após o transplante de rim. Ele só não imaginava que ela iria mudar tanto.

– Minha vida mudou para melhor depois do transplante. Com um pouco mais de ano da cirurgia, já comecei a trabalhar, a estudar e casei. Antes eu fazia hemodiálise três vezes por semana, quatro horas por dia. Isso limitava muito minha vida. Além disso, tinha limitações de coisas simples, como alimentação e ingestão de líquidos. Agora já posso beber uma garrafa inteira de água, como tanto sonhava. Com a saúde em dia, também já tenho planos de ter um herdeiro – comemora Leandro.

Um ato de amor ao próximo – Todo o processo que envolve transplante só é possível a partir da autorização da família para que seja realizada a doação de órgãos. Este ato de amor é ainda mais nobre porque acontece em um momento de profunda dor, quando se perde um ente querido. Os profissionais responsáveis por fazer contato com os familiares passam por constantes treinamentos para lidar com a situação. Mesmo assim, 50% das famílias de potenciais doadores se recusam a autorizar a doação. Na maioria das vezes, isso acontece em razão da desinformação sobre o tema por parte da população.

Informação – Através do site www.transplante.rj.gov.br, é possível obter informações sobre o Programa Estadual de Transplantes, explicação sobre o processo de doação de órgãos, dados sobre a fila de transplantes, informações voltadas aos profissionais de saúde e um canal para contato. Também é possível obter informações pelo telefone: 155.


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