Rio de Janeiro – UPAs atingem a marca de 23 milhões de atendimentos

Os números obtidos pelas 55 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no Estado do Rio de Janeiro justificam o sucesso do modelo implantado, em 2007, para contribuir com o atendimento de urgência e emergência. De lá para cá já foram feitos mais de 23 milhões de atendimentos, além de realizados mais de 20 milhões de exames e mais de 160 milhões de medicamentos distribuídos.

Atendendo pacientes nas especialidades de clínica médica e pediátrica, as UPAs dispõem também de serviço odontológico, exames laboratoriais e de raio-x, sutura, gesso, medicação e nebulização. É importante destacar que nenhuma UPA oferece atendimento ortopédico, sendo para estes casos a orientação de que os pacientes procurem um hospital-geral.

Ampliação do acesso à urgência e emergência – O quantitativo de atendimentos confirma a relevância da atuação das UPAs no estado do Rio de Janeiro. Em 2006, antes da existência deste modelo de unidade de saúde, as emergências dos hospitais fizeram 945 mil atendimentos, o equivalente a 2,5 mil por dia. Em 2013, os hospitais e as UPAs fizeram, juntos, 5,65 milhões de atendimentos, o que resulta na média de 15 mil atendimentos por dia; cinco vezes a mais que em 2006.

Destaque no cenário nacional e internacional – O Rio de Janeiro é o único estado da região Sudeste a administrar Unidades de Pronto Atendimento. Das 55 construído as pelo Estado, 29 são de administração própria – o que equivale a 36% das UPAs de gestão estadual do país. Os dados são do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde, que posiciona em segundo lugar o estado de Pernambuco – com apenas 14 unidades. Internacionalmente, quando o assunto são as UPAs, o Rio de Janeiro também ganha destaque por ser o criador do modelo já exportado para outros países, como a Argentina.

Mudança de cultura – A superintendente de Unidades Próprias da Secretaria de Estado de Saúde, Valéria Moll, afirma que a criação das UPAs provocou uma mudanças de comportamento na população, que às vezes não conseguia atendimento e acabava optando pela automedicação.

– Lembro que quando fui coordenadora da primeira UPA, a da Maré, conheci uma senhora, que me agradeceu muito porque tinha ido ao médico pela primeira vez em 60 anos de vida. Ela dizia que nunca conseguia ser atendida e sempre acabava se automedicando. Com a criação das UPAs, essa cultura acabou mudando, uma vez que todos podem ter acesso a atendimento de emergência de qualidade – , recorda Valéria Moll.


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