Saúde vai reestruturar a regulação dos leitos de internação

Mudança será implantada até abril deste ano

 

BRASÍLIA (23/2/17) – A Secretaria de Saúde fará uma reestruturação na regulação de todos os leitos que compõem a rede. Para isso, nesta quarta-feira (22), a Subsecretaria de Planejamento em Saúde (SUPLANS) promoveu uma oficina com o intuito de discutir o mapa de leitos gerais e, assim, validar uma proposta de fluxos para regulação da internação hospitalar.

A proposta surgiu a partir de uma sugestão feita, em 2013, pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) que, após uma auditoria operacional dos leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI), identificou a necessidade de regular os leitos de enfermaria. Já em 2016, o órgão realizou uma nova visita e estabeleceu, em conjunto com a Secretaria de Saúde, o prazo de até abril deste ano para apresentar a implantação das ações. 

O evento faz parte do projeto de Reestruturação da Regulação do Sistema Único de Saúde da pasta que, também, inclui os segmentos ambulatoriais e cirurgias eletivas.

O QUE SIGNIFICA – Segundo a subsecretária da SUPLANS, Leila Göttems, atualmente, a pasta regula apenas parcialmente os leitos de que dispõe, o que corresponde aos 400 lugares existentes nas UTIs da rede. Isso significa dizer que a ampliação abrangerá a totalidade de leitos de internação da saúde pública da capital, incluindo os gerais, de adulto, pediátricos, psiquiátricos, obstétricos, entre outros.

“Essa mudança possibilitará mais controle sobre os leitos disponíveis, a ocupação, a rotatividade de pacientes nessas unidades, além de contribuir para que racionalizemos o uso dos lugares que dispomos e também possibilita dar muita transparência à ocupação deles”, esclarece a profissional.

Leila destaca que, até março, outra oficina será feita para validar os ajustes que foram propostos no primeiro encontro. A partir daí o intuito é começar o processo de implementação na rede o mais rápido possível.

“Entendemos que é uma forma de melhorarmos a gestão dos hospitais e também da nossa capacidade de entrega para a população, porque no momento que a Atenção Primária estiver completamente reforçada e resolutiva, os hospitais servirão para dar retaguarda e, por isso, eles também precisam ser reformulados”, conclui a subsecretária.

 

Agência de Notícias

Assessoria de Comunicação Social

Secretaria de Estado de Saúde do DF

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