Seminário discute banco de preço em saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta terça-feira (04) da abertura do I Seminário Internacional Sobre Banco de Preços em Saúde, realizado em Brasília. O encontro conta com a participação de representantes de nove países das Américas e discutirá a importância e o impacto dos bancos de informação de preços praticados na área pública, de medicamentos e produtos, para os sistemas de saúde.

O Banco de Preço em Saúde do Brasil reúne as informações de preços e outros dados de compras de medicamentos e produtos da saúde para auxiliar gestores na tomada de decisão na hora de comparar preços e elaborar seus processos de aquisição. Esta ferramenta, criada em 1998,com objetivo de reunir os registros de compras de saúde de intuições públicas e privadas, busca ainda promover a transparência e visibilidade na utilização dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Essa ferramenta de gestão objetiva duas missões: aprimorar os mecanismos públicos de regulação e cuidar bem dos recursos públicos, combinando de forma permanente a eficiência e os cuidados com os recursos com qualidade”, comentou o ministro Alexandre Padilha.

Durante o evento, que termina amanhã, serão debatidas as experiências de bancos de preços existentes em outros países como Peru, Colômbia, Uruguai e Costa Rica. A Organização Panamericana de Saúde (OPAS) vai propor a outros países das Américas que sigam o modelo brasileiro, mesmo porque o sucesso dessa experiência já levou países do Mercosul, desde 2007, a adotarem a mesma tecnologia, como modelo para construção de um Banco de Preços de Medicamentos para a região.

“O banco de preços não pode ser apenas um mecanismo burocrático e por isso tem que ser usado cada vez mais. E não apenas o banco de preços, mas os mecanismos que construímos na cooperação internacional que tem permitido, no processo de negociação, reduzir os preços nas aquisições do Ministério. Em 2011, economizamos aproximadamente R$ 1,8 bilhão nas compras do Ministério ao mudar os mecanismos de compra”, acrescentou Padilha.

O modelo brasileiro possibilita a pesquisa de valores e serve para comparar os preços durante o processo licitatório, além de melhorar a negociação com os fornecedores e a eficiência no sistema de saúde. Dessa forma, gestores e administradores públicos contam com uma ferramenta que auxilia, também, o processo de tomada de decisão, otimizando as compras.

O Seminário também vai debater a importância dos bancos de informação de preços regulados e praticados na área pública de medicamentos e produtos para a saúde.

Transparência – Atualmente é possível informar os preços de compra de vários itens de saúde como: medicamentos, gases medicinais, materiais médico-hospitalares, reagentes para diagnóstico clínico, produtos químicos, materiais para odontologia e laboratório.

A proposta para o ano de 2012 é incluir no banco de preços, equipamentos de órteses, próteses e materiais especiais. Além de tornar públicas as informações sobre os preços, a plataforma proporciona a visualização de relatórios gerenciais, visando a auxiliar as instituições na gestão de seus recursos financeiros.

Fonte: Lívia Nascimento e Rodrigo Abreu / Agência Saúde

Foto: Luís Oliveira / Ascom- MS

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