SES/SE – Telessaúde realiza videoconferência para discutir cuidados com com Dengue, Zika e chikungunya

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Nesta terça-feira, 5, aconteceu a primeira de duas videoconferências para discussão sobre o Diagnóstico Laboratorial, Notificação, Investigação e Diagnóstico Clínico das Arboviroses como Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus. Profissionais de saúde de vários municípios do Estado participam das palestras através do programa Telessaúde Brasil Redes, que em Sergipe é gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Fundação Estadual de Saúde (Funesa).

As webpalestras são realizadas pela coordenadora do Telessaúde Sergipe, Eneide Ferreira, pelo médico infectologista Marco Aurélio Góes, da SES, e da superintendente da Fundação Parreiras Horta (FSPH), Danuza Duarte Costa.

Estão participando profissionais dos municípios de Aracaju, Nossa Senhora da Glória, Tobias Barreto, Arauá, Nossa Senhora de Lourdes, Canindé do São Francisco, Canhoba e Nossa Senhora da Aparecida. Todos com o mesmo objetivo: tirar dúvidas e se aperfeiçoar nas análises das três doenças que vêm fazendo várias vítimas no país e em Sergipe.

Para a coordenadora Eneida Ferreira, “esses debates estão acontecendo em um momento oportuno, pois, desde o ano passado, Sergipe vem enfrentando um surto de Dengue, e, consequentemente, surgiram a Chikungunya e o Zika vírus. Além de amanhã, nos próximos dias 19 e 20 de abril, das 10h às 11h30, vai acontecer mais um encontro com as duas turmas de webpalestras com o tema Fluxo de Atendimento à Microcefalia”.

Marco Aurélio Góes abriu a palestra falando sobre o combate à Dengue, Chikungunya e Zika vírus. Ele explicou que os sintomas da Dengue e da Febre Chikungunya são parecidos porém, há alguns diferenciais. “Elas são doenças com sinais e sintomas muito semelhantes, sendo os principais: febre alta, dor no corpo, dor nas articulações, manchas na pele e coceira. O principal diagnóstico que diferencia uma da outra é que na Febre Chikungunya há uma prevalência maior que é a artralgia intensa nas articulações e a febre, no início do quadro, tende a ser mais alta que a da Dengue”, esclareceu.

Ainda segundo o especialista, “a Dengue é uma manifestação complexa. O paciente deve continuar em casa fazendo hidratação com o acompanhamento correto. A Febre Chikungunya pode cronificar, ou seja, apesar de acabar a febre, a dor e o inchaço nas articulações podem continuar. Desta forma, com a persistência desses sintomas, após um quadro suspeito, devem ser colhidos exames confirmatórios para Chikungunya”.

O infectologista faz um alerta para toda a população. “Em vários municípios de Sergipe e também em outros Estados do Nordeste, há um aumento em quadros com bastante exantema e prurido, manchas avermelhadas com coceira, associados a quadro de mialgia e artralgia (dores nos músculos e articulações).

 

Alguns profissionais informam que esses casos se tratam de Febre Chikungunya. “Mas nos casos que têm sido investigados e temos confirmado o diagnóstico de Dengue. Este alerta é importante, pois temos que lembrar que a Dengue é uma doença potencialmente mais grave e com maior risco de óbito. Desta forma, todos os casos devem receber a atenção que todo paciente com suspeita de Dengue deve ter: hidratação vigorosa, investigação de sinais de alarme e sangramentos e a contraindicação para não usar anti-inflamatórios hormonais e não hormonais”, reforçou.

A superintendente do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), Danuza Duarte, falou sobre a Coleta e Armazenamento das Análises para Dengue, NS1, PCR para Zika e Chikungunya, sobre os critérios para a coleta e também tirou dúvidas via teleconferência com as representantes dos municípios participantes na palestra.

Danuza Duarte falou ainda sobre a importância de cadastros e armazenamentos das informações de todos os municípios que devem enviar informações para o Gerenciador do Ambiente Laboratorial (GAL), que, em seguida, serão encaminhados para a Rede do Estado. “Por conta da necessidade de uma resposta rápida dos resultados dessas análises laboratoriais, o Ministério da Saúde liberou um recurso para aquisição de um equipamento com tecnologia para PCR Real Time para pesquisar alguns agravos, a exemplo da Meningite, Influenza e Dengue, que também realizará a pesquisa para o Zika vírus e Chikungunya”, detalhou Danuza, ao confirmar que o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde, foi o responsável pela aquisição do equipamento que já está instalado no Lacen.

Ainda de acordo com superintendente do Lacen, “a ampliação da Rede para diagnóstico do Zika Vírus no Estado de Sergipe é importante para uma resposta em tempo oportuno, cujo principal benefício será a viabilidade da análise laboratorial das amostras dos municípios sergipanos com maior risco para infecção”. “A diminuição desse tempo resposta de dois meses para 15 dias possibilita ao Estado a criação de políticas públicas e ações de combate ao vetor do mosquito transmissor da doença”, concluiu Danuza.

Programa Telessaúde Brasil Redes

O Programa Telessaúde Brasil Redes é uma ação nacional que busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único da Saúde (SUS), integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecnologias da informação, que oferecem condições para promover a Teleassistência e a Tele-educação.

Sergipe iniciou em 2013 a implantação do programa e, atualmente, existem 148 pontos de conectividade integrando as equipes de Saúde da Família ao Núcleo Técnico Científico do Estado. O Núcleo é composto por Teleconsultores (enfermeiros, médicos e odontólogos), telerregulador (médico), monitores de campo, gestores, técnicos de informática e assistentes administrativos que estão disponíveis para apoiar, orientar e fortalecer o uso da ferramenta Telessaúde, auxiliando na discussão do processo de trabalho, na melhoria dos indicadores de saúde e na promoção do cuidado.

Por Kitéria Cordeiro

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