Seminário de Telediagnóstico e Telemedicina

Especialistas de todo país estão reunidos hoje em Brasília para apresentar e discutir, junto ao Ministério da Saúde, as experiências relacionadas ao telediagnóstico e telemedicina. O objetivo é encontrar, entre as atuais ofertas existentes no país, aquela que possa ser replicada nacionalmente visando o aprimoramento das ações e dos serviços de saúde e a resolutividade da atenção dada à população.

Para o ministro Ricardo Barros, que participou da abertura do seminário, o grande número de soluções propostas nesta área confirma que não é preciso “reinventar a roda”. Segundo ele, copiar o que está inventado é mais fácil porque, além das referências, também são muitas as pessoas que podem ensinar e aprimorar os projetos que já estão em operação e produzindo bons resultados.

“O objetivo desse seminário é que a nossa equipe e os convidados tenham conhecimento de todas as experiências que estão sendo praticadas no Brasil e que possamos avaliar os melhores desempenhos”. O ministro também reiterou que pretende implementar uma proposta de Telediagnóstico e Telemedicina o mais breve possível, pois ela é parte do processo de informação, informatização e conectividade que o ministro tem afirmado ser a prioridade desde o início de sua gestão, em maio deste ano.

O presidente do CONASS, João Gabbardo, disse que a contribuição a partir das apresentações e troca de experiências pode ser muito significativa para os estados e municípios brasileiros. Ele falou da experiência do Rio Grande do Sul onde, em 2014, haviam mais de 200 mil pessoas na fila de regulação da consulta especializada. Gabbardo explicou que com a implementação do Telessaúde, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), os médicos da Atenção Primária à Saúde que encaminham os usuários para a atenção especializada passaram a ser contatados e a ter à disposição toda a estrutura do sistema.

“Conseguimos reduzir e estancar o crescimento da fila. De cada 3 pacientes encaminhados para a especialidade, retiramos 2 pacientes da espera, ou seja, ficamos com 1 terço de uma fila mais qualificada, com a certeza de que essas pessoas precisam do atendimento especializado”, explicou.

O ministro Ricardo Barros também defende que o aumento da resolutividade da APS e a redução do referenciamento para as consultas especializadas e de média e alta complexidade, apostando na informatização para alcançar 80% ou mais de solução dos problemas de saúde da população na APS.

“Queremos saber online como é investido cada real dos brasileiros no SUS, o que é um desafio importante porque é a partir dessas informações é que vamos fazer o planejamento e a gestão. A informação real do que acontece no sistema de saúde é que pode nos permitir avançar, crescer e fazer com que tenhamos uma capacidade clara de definir as políticas naquelas ações que a população efetivamente está demandando e com isso podemos fazer mais com os mesmos recursos, que é o grande desafio da saúde”.

PEC do teto

Ao mencionar o desafio de fazer mais com menos recursos, o ministro Ricardo Barros defendeu a Proposta de Emenda Constitucional n. 241-A/2016, a chamada PEC do teto dos gastos públicos, cujo relatório foi apresentado ontem (4) à Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Barros afirmou que os recursos da saúde serão mantidos e que a medida é fundamental para que o país retome a credibilidade e o equilíbrio fiscal. “Com isso os investimentos voltarão, o que vai gerar empregos e oportunidades”, disse.

 Confira a nota conjunta do CONASS e Conasems a respeito do relatório da PEC 241.

Assista ao vídeo da abertura do Seminário de Telediagnóstico e Telemedicina, com as falas do ministro Ricardo Barros e do presidente do CONASS, João Gabbardo:

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