500 Dias Salvando Vidas: Investimentos inéditos na saúde marcam atuação do Governo de AL na pandemia da Covid-19

E lá se foram 500 dias de pandemia em Alagoas. Esta quarta-feira, 11 de agosto de 2021, marca os quinhentos dias desde que o Hospital da Mulher se transformou em centro exclusivo de atendimento a pacientes com Covid-19, uma das ações iniciais do Governo do Estado, que se antecipou desde os primeiros sinais da maior crise sanitária mundial dos últimos cem anos. Com investimentos inéditos em saúde pública, a rede hospitalar não entrou em colapso e milhares de vidas foram salvas. A abertura de 1.488 novos leitos e quatro grandes hospitais foi decisiva para sustentar, por meses, a segunda menor taxa de óbitos por 100 mil habitantes do país – hoje Alagoas tem a terceira menor (176,9) – e registrar 224.850 casos recuperados.

500 dias em que foi preciso cobrir o rosto para ficar de olho nos números e numa curva que teimava em subir – e que pode voltar a crescer caso a população relaxe no cumprimento dos protocolos de distanciamento social e das medidas sanitárias estabelecidas nos decretos. São 500 dias de aflição e de luto diante de 231.920 casos confirmados e 5.914 entes perdidos, mas, também, de cenas inesquecíveis e personagens marcantes. As 13.729 vidas salvas desde o início da pandemia até as 10h30 de hoje, após internamento na rede pública do Estado, entraram para a história, como Clotilde Maria da Silva e José Joaquim da Silva que, respectivamente, aos 108 e 115 anos de idade, receberam alta após tratamento no Hospital Metropolitano, em Maceió. Ou a assistente social Marta Antônia de Lima, 50, a primeira pessoa vacinada em Alagoas.

Na luta incessante contra um inimigo até então desconhecido e perigosamente invisível, a atuação previdente do Estado foi determinante desde o início. Ainda em fevereiro, um mês antes do primeiro caso confirmado em território alagoano – registrado em 8 de março de 2020 –, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) instituiu o Grupo Técnico Operacional de Emergência para Vigilância do Coronavírus.

Os primeiros 105 leitos exclusivos para tratamento de Covid-19 foram abertos em 13 de março do ano passado. Hoje, já são quase 1.500 novos leitos na rede pública – desse total, 13% encontram-se ocupados nesta quarta-feira (11) –, sendo 457 com respiradores. O quantitativo situa Alagoas com taxa de 13,34 na relação de leitos com respiradores para cada 100 mil habitantes. Desde o ano passado, o índice figura acima de 10, número recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). No chamado ritmo de contágio (RT), a taxa de transmissão está em 0,78, de acordo com o plataforma Covid-19 Analytics. Isso significa que cada grupo de 100 pessoas infecta outras 78 em Alagoas. A OMS recomenda taxa abaixo de 1 para coibir a transmissão da doença.

Rede fortalecida com cinco novos hospitais de grande porte

A ampliação de vagas sem precedentes foi fortalecida com a inauguração de quatro hospitais de grande porte durante a pandemia, que expandiram e consolidaram a regionalização da saúde por todo o estado: Hospital Metropolitano (Maceió), Hospital Regional do Norte (Porto Calvo), Hospital Regional da Mata (União dos Palmares) e Hospital Regional do Alto Sertão (Delmiro Gouveia). Somados ao Hospital da Mulher, que desde 30 de março de 2020 é o centro de referência estadual em Covid-19, são cinco gigantes da saúde pública atendendo à população.

As novas unidades materializam um dos mais preciosos legados da atual gestão para o povo alagoano. “Alagoas se destacou como um dos poucos estados brasileiros que priorizou a construção e entrega de hospitais permanentes. Passado o período crítico da pandemia, serão utilizados para o tratamento e salvamento de vidas de cidadãos alagoanos com outras enfermidades”, evidencia o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres.

Diferentemente da maior parte das unidades da Federação, por aqui não houve falta de testes, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), oxigênio, insumos ou medicamentos. Mais de 3.500 profissionais de saúde foram contratados e um novo concurso para a área está em andamento este ano. O Governo também assumiu o compromisso de oferecer informação, orientação – por meio dos serviços Alô Saúde e Alô Vacina – e atendimento a quem precisasse.

Nos dois picos da pandemia (junho de 2020 e março de 2021), a taxa ocupação de leitos de UTI chegou a 92%, mas ninguém ficou sem assistência em Alagoas. No último dia 3 de agosto, o índice recuou para 28%, o menor desde outubro de 2020. Nesta terça (10), estava em 28%. A determinação governamental e a dedicação dos servidores ajudaram a salvar um número muito maior de vidas. “Passados esses 500 dias de enfrentamento, o momento é de reflexão e de muito orgulho do trabalho desempenhado pelos heróis da saúde, a quem dedico toda a responsabilidade pelos bons resultados alcançados aqui em Alagoas”, reconhece Alexandre Ayres.

Vacina no braço: Estado organizou e acelerou imunização

No panorama da pandemia em Alagoas, os avanços mais recentes também decorrem da Campanha de Vacinação, coordenada e fomentada pelo Executivo estadual. Por meio da Sesau, o Governo de Alagoas organizou e acelerou os processos para o imunizante chegar mais rápido ao braço dos alagoanos. No último mês de abril, o programa Vacina Alagoas destinou R$ 31 milhões para fortalecer a imunização nos municípios e distribuir 250 mil cestas básicas aos menos favorecidos.

O resultado veio como mais um destaque nacional: o estado é um dos três no Brasil que mais aplicaram as doses distribuídas com os municípios. Em julho, com índice de 92,8%, Alagoas ficou atrás apenas do Rio Grande do Norte e de São Paulo. Na manhã desta quarta-feira (11), o painel da vacinação do Ministério da Saúde registra 2.061.789 doses aplicadas em Alagoas, sendo 1.443.901 com a primeira dose, 617.888 com a segunda e com dose única. Os números representam 26,02%  da população com o esquema vacinal completo, ou seja, que já tomaram a segunda dose ou dose única.

Fonte: SES/AL

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