Amapá reduz 67% os casos de malária no primeiro semestre de 2020

As estratégias do ano de 2019 foram cruciais para a redução dos casos de malária nos municípios

 Foto: Alessandro VelosoEstratégia de mosquiteiro impregnado com inseticida sendo usada em 2019

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) apresentou dados sobre a malária nos municípios amapaenses no período entre 1° de janeiro e 30 de junho deste ano. Foram 1.526 casos, o que representou uma redução de 67% comparado mesmo período de 2019, que registrou 4.665 casos.
O único município que teve aumento de casos foi Ferreira Gomes, no centro-oeste do estado. Entretanto, ainda assim, com apenas um caso a mais em relação ao ano anterior.
Os 1.526 casos da doença foram distribuídos nos seguintes segmentos: 48,4% na área rural; seguidos da área indígena com 29%; área urbana 10%; assentamentos 6,7%; e áreas de garimpo 5,8%.
Porém, se comparado com o ano de 2019, todas as categorias apresentaram redução, sendo a mais expressiva na área urbana com 79,5% de casos a menos. Em números reais a área urbana, em 2019, teve 735 casos e em 2020 ocorreram apenas 151.
A forma mais grave da doença, a malária falciparum, também teve significativa redução, aparecendo com 69%. A malária vivax reduziu 67% e os casos mistos, em que se apresentam os dois tipos de plasmódio, reduziram 52%. O município de Oiapoque foi o único que teve aumento de malária falciparum, em 2019 houve 4 casos e em 2015 registraram-se 5.
Jovens lideram notificações
Outro dado apresentado é a faixa etária com maior incidência. Pessoas entre 10 e 19 anos de idade, com 227 casos masculinos e 147 casos femininos.
“Esses dados refletem as ações que realizamos nos anos anteriores. As estratégias de mosquiteiros impregnados, monitoramento e capacitação foram feitos de forma permanente e agora colhemos os frutos com essa redução. Estamos combatendo de forma correta a malária e agora seguimos intensificando essas ações”, frisou o superintendente de Vigilância em Saúde, Dorinaldo Malafaia.
Estratégia
As estratégias para o ano de 2020 e 2021 estão sendo montadas respeitando os limites dos protocolos de segurança diante da pandemia de covid-19.
Os municípios serão capacitados para diagnóstico e tratamento da doença e, além disso, a estratégia do uso de mosquiteiros impregnados com inseticida terá continuação e a SVS já solicitou ao Ministério da Saúde 127.000 unidades e aguarda a resposta.
“O controle da malária deve ser feito de forma permanente. A estratégia do uso do mosquiteiro impregnado seguido das capacitações que nós realizamos tem sido efetiva, porque conseguimos criar um mecanismo de acompanhamento nos municípios aliados com os diagnósticos diariamente”, finalizou o técnico da Vigilância Ambiental da SVS, Jonas Ferreira.
Por: Nathanael Zahlouth
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