Planificação da Atenção à Saúde em debate no CONASS

Brasília – Durante dois dias (18 e 19), os facilitadores do projeto do CONASS de Planificação da Atenção à Saúde reuniram-se na sede do Conselho, em Brasília, para a avaliar o projeto e contextualizar a situação da planificação nos estados em que ela acontece, conforme explicou a coordenadora do projeto, a assessora técnica do CONASS, Maria José Evangelista. “Nós avaliamos o trabalho que foi feito nas regiões em que a planificação acontece e fizemos o planejamento para o próximo ano”.

Ao todo 10 estados fazem a planificação atingindo um total de 15 regiões de saúde. São eles: Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Piauí, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O secretário executivo do CONASS, Jurandi Frutuoso, participou da abertura do encontro e observou que planificação da Atenção à Saúde é estruturante para o SUS. Ele observou que ela faz parte do projeto do CONASS de apoio às secretarias estaduais de saúde e agradeceu pela cooperação e atuação conjunta dos facilitadores. “Temos um papel predominante nesse movimento que é estimular as pessoas desse Brasil a fora a continuar fazendo o SUS mesmo na dificuldade”.

No encontro os facilitadores apresentaram as potencialidades e as dificuldades enfrentadas nos estados e também trouxeram depoimentos de profissionais, das comunidades e dos próprios gestores a respeito do processo como um todo.

Maria José Evangelista observou que as apresentações demonstraram muitos pontos positivos, como por exemplo a organização da Atenção Primária à Saúde (APS) nessas regiões, mas ressaltou também que houve dificuldades e citou o não cumprimento da carga horária dos profissionais na APS como um grande problema para o processo.

Para o próximo ano, a assessora explicou que foi estabelecido um indicador para medir o resultado do trabalho tendo em vista a missão do CONASS. “Nós iremos avaliar o quanto foi implantada na região a rede prioritária que o estado escolheu. Esse será o grande desafio para o ano que vem: o quanto conseguimos avançar na implantação da rede de atenção”, concluiu.

O professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Edgar Nunes Moraes, falou sobre a atenção à saúde do idoso, tendo em vista o rápido crescimento da população idosa do país e explicou que ela tem como característica a heterogeneidade, ou seja, vários tipos de idosos. “O CONASS está preocupado com esse fenômeno demográfico e está trabalhando para propor um modelo de organização de Rede de Atenção à Saúde Integral do Idoso na qual a resposta a essa população seja adequada às suas necessidades específicas, pois o que vemos é que a resposta do sistema de saúde tem sido única para uma população com características heterogêneas”, destacou.

O objetivo desta rede, de acordo com o professor, é contemplar um plano de cuidado de forma individual a ser implementado pela APS que é a ordenadora e coordenadora do cuidado. “Para viabilizar e operacionalizar essa proposta de organização na rede estamos trabalhando em um laboratório de inovação no estado do Paraná, na 15ª regional de saúde, onde iremos fazer a estratificação de risco de toda a população idosa e analisar os fluxos e contra fluxos nesta rede para que possamos avaliar esse modelo de organização que é inovador e quem sabe possamos ampliá-lo todo o Brasil”, concluiu.

 

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