O que precisamos saber sobre a MonkeyPox

Recentemente a possibilidade de um surto mundial da monkeypox, alertou as autoridades sanitárias em todo o mundo e chamou a atenção para a necessidade de ações precoces que evitem a disseminação da doença por todos os continentes. Até 26 de maio de 2022, foram notificados 243 casos em 22 países, sendo confirmados 238 casos,em várias regiões do mundo, mas de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS),  o surto ainda pode ser controlado se as autoridades sanitárias adotarem ações rápidas de contenção.

Embora a descoberta do vírus tenha ocorrido em macacos em um laboratório dinamarquês em 1958, a OMS considera inadequada esta nomeação e esclarece que a maioria dos animais suscetíveis a este tipo de varíola são roedores, como ratos e cão-da-pradaria.

Confira abaixo algumas informações sobre o que já se sabe sobre a doença.

O que é a Monkeypox?

A Monkeypox é uma doença viral endêmica em alguns países do continente Africano, com transmissibilidade moderada entre humanos. Existem dois tipos de vírus: um da África Ocidental e um da Bacia do Congo (África Central).

Quais são os sintomas da doença? Há algum grupo de risco?

Segundo a OMS a Monkeypox não tem associação a nenhum grupo específico e pode atingir qualquer pessoa. Os sintomas são similares ao da varíola. Incluem lesões na pele e febre, que em casos mais severos podem durar entre duas a quatro semanas.

Como é o contágio da doença?

De acordo com a OMS a doença é transmitida pelo contato pele-a-pele, no entanto pode ocorrer também por meio de materiais contaminados, como roupas e lençóis ou por partículas da respiração. O período de incubação do vírus é geralmente de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Já há casos da doença no Brasil?

O Ministério da Saúde divulga boletins diários com os dados no Brasil. Acesse aqui.

Já existem vacinas contra a doença?

A vacinação contra a varíola recebida até o final da década de 1970 é eficaz também para a monkeypox. No entanto, pessoas com 50 anos ou menos podem estar mais suscetíveis já que as campanhas de vacinação contra a varíola foram interrompidas pelo mundo quando a doença foi erradicada em 1980.

Segundo a OMS , novas vacinas foram desenvolvidas dentre as quais uma foi aprovada para monkeypox pela organização, no entanto não temos vacinas no Brasil ainda.

Existem duas variantes do vírus da monkeypox: uma na África Ocidental e outra na Bacia do Congo (África Central). O primeiro caso em humanos foi identificado em uma criança na República Democrática do Congo em 1970.

O Ministério da Saúde do Brasil já tomou alguma providência em relação ao monitoramento da doença em território nacional?

Foi instalada, no dia 23 de maio, uma Sala de Situação que monitora o cenário da Monkeypox no Brasil. O objetivo é divulgar de maneira rápida e eficaz as orientações para resposta ao evento de saúde pública de possíveis casos de Monkeypox, bem como direcionar as ações de vigilância quanto à definição de caso, processo de notificação, fluxo laboratorial e investigação epidemiológica no país..

O Ministério da Saúde também encaminhou aos estados o Comunicado de Risco sobre a patologia, com orientações aos profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento sobre a doença. O contato com os estados está sendo constante para orientações e alinhamento de condutas.

A vigilância de doenças com potencial para emergência em saúde pública é monitorada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional), que atua de forma permanente, detectando informações 24 horas por dia.

Acesse a página desenvolvida pelo Ministério da Saúde sobre a Monkeypox.

Com informações da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil

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