O evento reúne, em Porto Alegre, profissionais da saúde, estudantes, gestores e representantes da sociedade civil
Nos dias 16 e 17 de setembro, no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre, A Secretaria da Saúde está promovendo o 2º Seminário de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (VSPEA).
O evento, que reúne profissionais da saúde, estudantes, gestores e representantes da sociedade civil, tem como objetivo aprofundar conhecimentos e fortalecer ações de vigilância frente aos impactos dos agrotóxicos na saúde humana.
O seminário é um espaço de debate e construção coletiva, com foco na formulação de políticas públicas que promovam a saúde e a segurança das populações expostas a agrotóxicos.
Na mesa de abertura, a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, destacou que o evento reforça a articulação com diversos setores governamentais e da sociedade civil, contribuindo para um controle mais efetivo e para a redução dos riscos à população.
A diretora-geral-adjunta da Saúde (SES) Cláudia Daniel, por sua vez, salientou que a pasta tem atuado na sensibilização dos municípios e que pautas como essa são transversais e exigem o envolvimento de diferentes áreas.
Também participaram da mesa de abertura a procuradora da república Suzete Bragagnolo, a representante do Ministério da Saúde (MS), Gabriela Marques, e a coordenadora do Comitê VSPEA do Cevs, Amanda de Freitas.
Painéis
O primeiro dia do seminário contou com quatro painéis temáticos. O primeiro deles apresentou o panorama nacional da VSPEA, a atuação no RS e a experiência do município de Santo Cristo. No segundo painel, o professor Roberto Carbonera, da Unijuí, discutiu os impactos do modelo agrícola atual na saúde ambiental e humana.
No painel seguinte, Andrea Magalhães, representando a Organização Pan-Americana da Saúde e o MS, abordou a toxicologia dos agrotóxicos e Fabrício Weiss, da 13ª Coordenadoria Regional da Saúde da SES discutiu os riscos à saúde do trabalhador agrícola.

Finalmente, no quarto painel, Leonardo Melgarejo, do Movimento Ciência Cidadã, refletiu sobre tecnologias reducionistas e André Jarenkow, do Cevs, e Alex Lamas, da Secretaria da Saúde de Porto Alegre, apresentaram o programa de monitoramento de resíduos de agrotóxicos na água.
Programação de quarta-feira (17/9)
9h às 11h – Painel 1
Danos dos agrotóxicos na saúde reprodutiva
Nadia Fiori – Médica de família e professora da Universidade Federal de Pelotas
Anomalias congênitas e exposição a agrotóxicos
Lavínia Faccini – Professora e pesquisadora do departamento de Genética Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre/Universíade Federal do rio Grande do Sul
Desenvolvimento de método para dosagem de glifosato em amostras biológicas
Mariele Charão – Professora da Universidade Feevale
11h15 às 12h30 – Painel 2
Dossiê da Abrasco – Danos dos agrotóxicos na saúde reprodutiva
Marla Fernanda Kuhn – Coordenadora-adjunta do Grupo de Trabalho Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), e Luiz Claudio Meirelles – Professor e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz
Agrotóxicos e os riscos à saúde associados ao consumo de alimentos
Luiz Claudio Meirelles – Professor e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz
Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara)
Luiz Claudio Meirelles – Professor e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz
14h às16h – Painel 3
Uso de agrotóxicos, impactos nas mudanças climáticas e a COP 30
Eduardo Raguse – Amigas da Terra Brasil, Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, Cúpula dos Povos Rumo à COP30
Agroecologia e a produção de alimentos
Gervásio Paulus – Engenheiro agrônomo e coordenador estadual de Agroecologia, Olericultura e Plantas Bioativas da Emater/RS-Ascar
A experiência de produção agroecológica de um aluno da Escola Família Agrícola de Vale do Sol
Henrique Buske – Agricultor e aluno da Escola Família Agrícola de Vale do Sol e agricultor