SES promove ação do Janeiro Roxo com foco na conscientização e diagnóstico precoce da hanseníase

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs) e do Projeto Meu Trabalho Me Faz Bem, realizou, nesta sexta-feira (23), na sede da instituição, em João Pessoa, uma ação alusiva ao Janeiro Roxo, campanha nacional de conscientização e combate à hanseníase. A programação incluiu palestras educativas, roda de conversa, exibição de documentário sobre a doença, exposição fotográfica e avaliação médica voltada à identificação de manchas suspeitas de hanseníase, com o objetivo de sensibilizar e orientar os trabalhadores da saúde sobre a importância do diagnóstico precoce.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Anna Stella, a iniciativa buscou ampliar o conhecimento sobre a doença e fortalecer a vigilância em saúde também no ambiente institucional. “Esse movimento busca conscientizar sobre a hanseníase e discutir o tema com mais pessoas, inclusive dentro da própria SES. Muitas vezes passamos o dia inteiro aqui e não conseguimos ir ao médico. Por isso, essa ação também oferece orientações sobre o autoexame, para que as pessoas aprendam a observar sinais no próprio corpo, como manchas, e saibam quando procurar atendimento”, destacou.

Durante a agenda, os participantes também puderam acompanhar o depoimento do servidor público José Augusto Lima dos Santos, ex-paciente de hanseníase e hoje defensor ativo da causa. Com sensibilidade e coragem, ele compartilhou sua vivência com a doença e ressaltou o papel fundamental do acolhimento no processo de diagnóstico e tratamento. “O atendimento humanizado faz uma diferença enorme na vida de qualquer pessoa, principalmente quando se trata da hanseníase, porque quando o diagnóstico chega, a pessoa já está fragilizada e, sem um acolhimento adequado, o impacto emocional pode ser ainda pior”, afirmou.

José Augusto também reforçou a importância da informação como ferramenta de enfrentamento ao preconceito. “Entender a doença, saber como se transmite e como é tratada faz toda a diferença. Às vezes, a gente pinta um ‘bicho’ muito mais feio do que ele realmente é. A hanseníase tem cura em qualquer estágio. O conhecimento traz confiança e clareza para enfrentar o tratamento e vencer o preconceito”, enfatizou o servidor.

A servidora Terezinha Bezerra de Sousa, da Gerência Administrativa (GADM), foi uma das pessoas atendidas durante as consultas médicas realizadas na ação. “Como tenho problemas de circulação em uma das pernas, às vezes surgem algumas manchas. Aproveitei a oportunidade para passar pela avaliação e, após a consulta, foi descartada a possibilidade de hanseníase”, relatou.

No cenário epidemiológico, dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam que, de 2025 até 6 de janeiro deste ano, foram registrados 367 casos de hanseníase, com taxa de detecção de 9,04 casos por 100 mil habitantes. Em 2024, o estado confirmou 429 casos, com taxa de 10,5 por 100 mil habitantes, representando uma redução de 62 casos em relação ao ano anterior.

Fonte: SES/PB