Profissionais de Saúde buscam incentivar a vacinação do HPV no Estado

Foto: Nielcem Fernandes

A Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) está mobilizando diversos setores da pasta, municípios e seus profissionais de saúde na busca de solução para ampliar a cobertura da vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV). Os dados são preocupantes, em 2019, o Estado imunizou apenas 37,7% dos meninos de 11 a 14 anos e 47,9% das meninas na faixa etária de 09 a 14 anos, sendo que a meta do Estado era imunizar 80% do público alvo.

O cirurgião oncológico, Dr. Ricardo Rodrigues Souza é enfático, “a vacina contra o HPV previne câncer; o câncer do colo de útero é o mais comum no Tocantins e o 3º mais comum no Brasil. Infelizmente estamos tratando de casos mais avançados que tem um custo muito alto, quando poderíamos prevenir e tratar casos em fase inicial ou chegar ao ponto não ter mais casos de câncer de colo de útero. O câncer do colo de útero é uma doença que tem prevenção com a aplicação das duas doses da vacina contra o HPV e a realização dos exames de papanicolau, que podem indicar uma lesão em fase inicial com grandes chances de tratamento e cura”, disse.

O médico ressalta ainda, que a vacinação é uma forma de prevenção de doenças, a vacina do HPV não irá incentivar as crianças e jovens a realizarem relações sexuais, ela irá apenas prevenir uma doença sexualmente transmissível. “Há vários mitos e fake news sobre esse assunto, e nos profissionais de saúde devemos desmistificar, temos outras vacinas no calendário básico que previnem doenças sexualmente transmissíveis como a Hepatite B, a intenção do setor saúde é a prevenção de doenças”.

A gerente de Imunização da SES, Elaine Dias da Silva informa que a vacina para rotina contra o HPV está disponível nas Unidades Básicas de Saúde do Estado e “é a medida mais eficaz para prevenção contra a infecção. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, com o esquema de duas doses para ambos os sexos com intervalo de seis meses após a primeira dose”.

Parceiros

Elaine Dias lembra ainda que, devido à baixa procura a Gerência de Imunização em parceria com outras áreas da saúde e demais órgãos envolvidos, como Secretaria Estadual de Educação, irão realizar reuniões e web conferências com os municípios e diretorias de ensino para incentivar e até liberar a vacinação das crianças nas escolas. “Estamos buscando a parceria da educação para facilitar o acesso das famílias à vacina, iremos trabalhar todas as estratégias possíveis para ampliar esta cobertura”, explicou Eliane.

Segundo o Ministério da Saúde, “além do câncer de colo de útero, o HPV pode provocar os cânceres de garganta e de boca, que são o 6º tipo de câncer no mundo, e mais de 90% dos casos de câncer anal e orofaringe são atribuíveis à infecção pelo vírus”.

Esquema de vacinação

O Ministério da Saúde preconiza que meninos e meninas tomem duas doses da vacina, com intervalo de seis meses entre elas. Para as pessoas com HIV, são três doses com intervalo de 0, 2 e 6 meses e estes devem apresentar prescrição médica.

Fonte: Ascom SES/TO

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