Viana não registra nenhum óbito de Covid-19 dentro do grupo que recebeu a meia dose da AstraZeneca

Os primeiros resultados preliminares do Projeto Viana Vacinada demonstram que, incialmente, o estudo está comprovando a eficácia da meia dose da vacina AstraZeneca na população entre 18 e 49 anos. Segundo os dados analisados pelos pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o município não registrou nenhum óbito causado pelo novo Coronavírus (Covid-19) no grupo que foi vacinado com a primeira meia dose, que ocorreu no dia 13 de junho.

Outro indicativo aponta que a aplicação da vacina foi capaz de aumentar anticorpos contra a doença em 88,3% dos participantes, sendo que não tiveram contato com o vírus anteriormente. Além disso, houve uma redução significativa no número de casos confirmados em Viana, saindo de 1.246 em abril deste ano para 214 casos em julho.

Os números foram apresentados, nesse domingo (08), durante a solenidade que marcou o dia D de vacinação da segunda meia dose nos vianenses. Vale ressaltar que os participantes foram monitorados desde o início do projeto e os primeiros dados sobre a produção de anticorpos foram confirmados com a segunda coleta de sangue, realizada após 28 dias da primeira meia dose, ou seja, dentro da janela de proteção da vacina.

A professora e coordenadora do estudo, Valéria Valim, comemorou os resultados obtidos e agradeceu a confiança, oportunidade e estrutura para que o projeto seja realizado. “Esses resultados são excelentes, e demonstramos com esses dados que a primeira meia dose foi capaz de aumentar anticorpos. Em nome de toda equipe de pesquisadores, eu agradeço a confiança na equipe e toda essa estrutura disponibilizada para viabilizar esse projeto. Sem as articulações do poder público, não seria possível colocar tudo isso em prática”, destacou.

As próximas fases do estudo preveem nova coleta de sangue, dos 572 participantes que estão sendo monitorados, nos dias 11 e 12 de setembro. O material será utilizado para avaliar a produção de anticorpos neutralizantes e a produção de células de memória para defesa. Os testes serão acompanhados nos três meses, seis meses e 12 meses após o estudo.

Balanço de doses aplicadas

Nesse domingo (08), foram aplicadas 11.011 meia doses para completar o esquema vacinal da população que participou do Projeto Viana Vacinada.

Durante esta semana, a equipe da Atenção Básica à Saúde entrará em contato com os participantes que não compareceram à vacinação e os convidará para receber a segunda meia dose.

Meia dose da esperança e segurança

Durante todo o domingo, diversos voluntários do estudo retornaram aos pontos de vacinação para receber a segunda meia dose da AstraZeneca contra Covid-19. Entre os vianenses, os sentimentos que mais prevaleciam eram de esperança e segurança.

Foi assim que Wanderson Gonçalves, 36 anos e mecânico, retratou a emoção de ser imunizado contra a doença. Ele é um dos voluntários que está sendo monitorado para verificar a resposta imune à vacina. “Me sinto bem em poder participar desse projeto, saber que está vindo a cura. É um momento importante, me sinto importante em participar e também em tomar a vacina, que traz uma segurança e um alívio”, disse.

Lucyana Couto Zambon, 30 anos e enfermeira, comemorou em tomar a vacina de forma adiantada e por Viana ser a primeira cidade totalmente vacinada. “Sou enfermeira, mas não estou atuando na área e, por isso, não consegui me imunizar como profissional da saúde. Esse projeto é de grande importância e está proporcionando a queda no número de casos. Fico muito feliz, mais tranquila e com maior segurança por estar participando, ter a oportunidade de me vacinar de forma mais rápida. Mas, é importante manter os cuidados mesmo após a vacinação”, afirmou.

Bruna Clarita, 24 anos e balconista, relata que não ficou com receio de participar do projeto e que essas duas meias doses trazem segurança a todos. “Esse projeto foi muito bom, pois não sabíamos quando iríamos nos vacinar. Agora dá para sentir maior segurança. Mesmo sendo aplicada duas meias doses, não fiquei com receio, pois sei que eles não iam fazer o estudo se não houvesse algum fundamento para isso”, ressaltou.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Sesa

Syria Luppi / Kárita Iana / Luciana Almeida / Thaísa Côrtes / Danielly Schulthais / Ana Cláudia dos Santos

asscom@saude.es.gov.br

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