Ação da Secretaria da Saúde ocorreu na terça-feira (2/9) no Parque de Exposições Assis Brasil
O personagem Zé Gotinha circulou na terça-feira (2/9) pelo Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Durante a ação da Secretaria da Saúde (SES) na 48ª Expointer, ele encantou crianças e adultos com sua simpatia, sendo constantemente abordado para fotos e vídeos. A iniciativa teve como objetivo reforçar a importância das vacinas, que são seguras, eficazes e salvam vidas em todo o mundo.
Os visitantes interessados também podem aproveitar o passeio para se vacinar no ponto instalado pela Secretaria Municipal de Saúde de Esteio, junto à Unidade Móvel do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ao lado do Pavilhão Internacional. No local, estão sendo oferecidas as vacinas contra a gripe (influenza) e a dupla adulto (contra difteria e tétano), todas as tardes até sábado (6/9), das 13h às 17h.
Na sexta-feira (5/9), das 9h às 11h30, haverá uma nova ação de vacinação no estande do governo do Estado, também no Pavilhão Internacional (ao lado da Praça Central), com a participação do Zé Gotinha.
A diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, acompanhou a atividade e destacou a importância de completar os esquemas vacinais previstos no calendário básico. “É importante que os pais e os responsáveis não pensem que, por já terem feito o esquema primário, não precisam realizar os reforços. Eles são fundamentais para garantir a proteção e evitar a reintrodução de doenças no Estado, como o sarampo”, alertou.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser aplicada em duas doses: a primeira aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses, essa última por meio da tetraviral, que também protege contra a varicela. Em 2024, o Rio Grande do Sul alcançou cobertura de 99% da população-alvo para a primeira dose, superando a meta de 95%. No entanto, a segunda dose ainda apresenta índice de 86,2%, o que reforça a necessidade de ações como a realizada na feira.
Segundo a diretora do Cevs, crianças que não receberam a primeira ou a segunda dose no tempo oportuno podem iniciar ou completar o esquema vacinal até os cinco anos de idade. Pessoas acima dessa faixa etária, jovens e adultos até os 59 anos, também devem receber uma ou duas doses da tríplice viral, conforme a idade, assim como os trabalhadores da saúde.
Cobertura da primeira dose da tríplice viral no RS
- 2022 – 88,5%
- 2023 – 96,2%
- 2024 – 99,0%
- 2025 (parcial) – 91,5%
Cobertura da segunda dose da tríplice viral no RS
- 2022 – 62,6%
- 2023 – 70,8%
- 2024 – 86,2%
- 2025 (parcial) – 77,1%
Casos importados e risco de transmissão
Apesar de o Brasil ter reconquistado a certificação de eliminação do sarampo em novembro de 2024, o risco de reintrodução da doença permanece elevado, devido à circulação do vírus em países das Américas, da Europa e de outras regiões.
Em abril deste ano, Porto Alegre registrou um caso importado de sarampo em uma mulher adulta, sem comprovante de vacinação, que havia retornado de viagem aos Estados Unidos. Com ações de bloqueio, rastreamento de contatos e reforço vacinal com a tríplice viral, foi possível evitar novos casos.
Dose zero para crianças em cidades de alto risco
Desde junho, a SES está executando um plano de intensificação vacinal para reforçar a prevenção contra o sarampo em 35 municípios considerados de alto risco para reintrodução do vírus. A medida foi motivada pela confirmação do caso importado em Porto Alegre. A estratégia inclui ações específicas para ampliar a cobertura vacinal e garantir resposta rápida diante de casos suspeitos.
Entre as medidas adotadas está a aplicação da chamada dose zero da vacina em crianças de 6 meses a 11 meses de idade nos municípios prioritários. Essa dose adicional não substitui as doses do calendário de rotina (aos 12 meses e aos 15 meses), mas oferece proteção antecipada em regiões com maior risco de exposição ao vírus.
Municípios prioritários
Porto Alegre, Barra do Quaraí, Itaqui, Quaraí, Sant’Ana do Livramento, Uruguaiana, Garruchos, Pirapó, Porto Xavier, Roque Gonzales, São Borja, São Nicolau, Novo Machado, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Derrubadas, Tiradentes do Sul, Chuí, Jaguarão, Aceguá, Canela, Caxias do Sul, Gramado, Nova Petrópolis, Picada Café, São José dos Ausentes, Vacaria, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Garibaldi, Guaporé, Nova Prata, Veranópolis e Farroupilha.
Quem deve se vacinar
- Dose zero em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias nos municípios prioritários;
- Crianças de 12 meses a menores de 5 anos: primeira dose aos 12 meses (tríplice viral) e segunda dose aos 15 meses (tetraviral ou tríplice viral + varicela);
- Pessoas de 5 anos a 29 anos: duas doses da tríplice viral;
- Pessoas de 30 anos a 59 anos: uma dose da tríplice viral;
- Trabalhadores da saúde: duas doses da tríplice viral.
Sarampo no RS
Os últimos casos de sarampo no Rio Grande do Sul, sem histórico de viagem, ocorreram entre 2018 e 2020, com 185 confirmações no período. Após três anos sem registros (2021 a 2023), o Estado confirmou dois casos importados: um em 2024 e outro em 2025. A série histórica é a seguinte:
- 2025: 1 caso importado
- 2024: 1 caso importado
- 2021-2023: sem casos registrados
- 2020: 37 casos
- 2019: 101 casos
- 2018: 47 casos
- 2012-2017: sem casos registrados
- 2011: 8 casos
- 2010: 7 casos