Estado inicia qualificação dos profissionais dos Caps



A equipe do departamento de Políticas de Saúde Mental iniciou trabalho de qualificação dos profissionais que atuam no Centro de Assistência Psicossocial (Caps) instalados no interior. Os cursos serão in loco. Por isso, a equipe terá de visitar os cinco municípios do interior que implantaram o Centro. Hoje, 04, o treinamento acontece em Caracaraí, durante todo o dia.

Nos próximos dias, os cursos serão ministrados em Rorainópolis, Alto Alegre, Bonfim e Pacaraima nos seguintes dias: terça, quarta, quinta e sexta-feira, respectivamente. O curso é voltado para toda a equipe que atua no Caps, como terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social, médico. De acordo com diretora do Departamento de Políticas de Saúde Mental, Lidiane Almeida, a medida é necessária devido às mudanças de gestores.
Como realizar e cobrar os procedimentos ofertados no Centro, atenção ao usuário aos usuários de álcool e outras drogas, orientações sobre os serviços ofertados pela Atenção Básica do SUS estão entre os temas que serão abordados durante o evento. “Realizaremos um trabalho de orientações para que os serviços sejam ofertados aos usuários com qualidade”, informa.

TRATAMENTO

Qualquer pessoa pode procurar pelo serviço, seja por vontade própria do dependente, seja referenciado pela Atenção Básica ou por iniciativa dos familiares. Os técnicos avaliam o paciente e determinam como será o tratamento, considerando o grau de vulnerabilidade e dependência. O tratamento é dividido em três fases: intensivo, semi-intensivo e não intensivo.

O atendimento intensivo, que é diário, é oferecido quando a pessoa encontra-se em grave sofrimento psíquico, em situação de crise ou dificuldades intensas no convívio social e familiar, precisando de atenção contínua.
Neste caso, os pacientes ficam no CAPS de segunda a sexta-feira, durante o dia, retornando para suas casas no fim da tarde. É fornecida a medicação, terapias, consultas médicas, diversas atividades, além de receberem todas as refeições.

A segunda modalidade é o atendimento semi-intensivo, oferecida três vezes por semana, pois o sofrimento e a desestruturação psíquica da pessoa diminuíram, melhorando as possibilidades de relacionamento, mas a pessoa ainda necessita de atenção direta da equipe para se estruturar e recuperar sua autonomia.

Já a terceira modalidade é o atendimento não intensivo, oferecido quando a pessoa não precisa de suporte contínuo da equipe para realizar suas atividades na família ou trabalho.


Rebeca Alencar/Sesau
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